estrutura capitalA área de finanças dentro do ambiente empresarial é a situação mais importante e determinante para a sobrevivência da empresa, pois através dela equalizamos o perfeito equilíbrio entre pagamentos e recebimentos. A gestão de fluxo de caixa pode significar ganhos substanciais como pode ser a causa de perdas de todo o esforço competitivo e operacional através de uma estrutura de capital inadequada.

Nosso trabalho de gerir o fluxo de caixa tem como principal pilar a sustentação da organização, seja pelo fluxo de caixa direto, ou indiretos, o qual ao nível avançado, com ênfase em Necessidade de Capital de Giro (NCG).

Entende-se por gerenciamento de fluxo de caixa, independente do segmento, a demonstração líquida de entradas e saídas, sejam operacionais ou não, e seus reflexos em categorias previamente destacadas em determinado período de tempo.

É por meio do fluxo de caixa, que é possível saber o quanto de recursos financeiros a companhia tem à sua disposição, assim como onde foram empregados os gastos e quanto de valores recebemos, oferecendo ao gestor todas as informações financeiras necessárias para tomada de decisão correta, seja em cenário positivo ou em crise.

O fluxo de caixa funciona como um espelho das suas finanças. Gestores que não conhecem as movimentações diárias ou mesmo não registram as entradas e saídas ficam impossibilitados de saber o presente e o futuro dos negócios, podendo levá-lo a caminhos desconhecidos e a cenários de crise financeira. Logo, toda e qualquer movimentação financeira deve ser registrada!

Renegociação de Dívidas

Quando a empresa está em crise ou dificuldade financeira a opção de um agente externo torna-se uma alternativa viável para preservar os acionistas e gestores e, de maneira profissional, cuidar dos fornecedores que tornam a atividade produtiva real.
estrutura capital 2Renegociar com bancos e empresas de todos os setores, com objetivo de quitar seus débitos, pautado na
disponibilidade do fluxo de caixa, visando assim gerar o folego necessário para empresa recuperar a margem em suas atividades produtivas, e retornar ao ambiente positivo de negócios.

Muitas pessoas tentam, na maioria das vezes sem êxito algum, renegociar as dívidas sozinhos, ficando sujeito a juros abusivos, parcelas altas, tentando ludibriar a empresa pela sua falta de conhecimento na área financeira, ou pelo costume e amizade construída no decorrer de muitos anos de operação. A renegociação de dívida deve ser simples, rápida e de acordo com as suas condições, sendo conduzida de maneira transparente e como foco em manter a atividade produtiva funcionando.
Estrutura de Capital

Segundo Modigliani e Miller toda e qualquer alteração na política de investimentos por parte da empresa, que resulte em algum benefício vindo de um maior ou menor endividamento, gerando alterações na estrutura de capital, deveria ser imediatamente conhecida pelos acionistas, alterando suas expectativas de retorno.
estrutura capital 3Os  determinantes para a perfeita gestão de estrutura de capital referem-se a impactos de evidências empíricas relacionadas ao nível de endividamento. É ambíguo dizer que empresas grandes têm maior acesso aos meios de financiamento, além de poder tomar empréstimos a taxas mais favoráveis e com mais facilidade. Como resultado prático tende a aumentar o poder de endividamento. Por outro lado empresas com maior idade, normalmente, exibem maior volume de informações e confiança dos investidores, o que propicia maior acesso ao mercado e menores custos para empréstimo. Porém,  empresas menores se endividam mais do que as maiores, devido a menor solidez nos fluxos de caixa e as dificuldades de acesso ao mercado financeiro, assim como sua capacidade de emitir informações ao crédito, resultando em  endividamento de curto prazo e taxas maiores, fazendo com que a sua relação com o tamanho seja negativa. Assim, muitas vezes empresas mais endividadas sejam as menores, e nesse caso, que o efeito do tamanho sobre a alavancagem seja maior em magnitude.

Os principais determinantes da estrutura de capital de giro que, por experiência, presenciamos de maneira constante nas organizações são:

1 - O tamanho da empresa x sua estrutura de capital.

2 - O empreendedor no foco de suas oportunidades de crescimento - como resultado temos aumento de crescimento e risco.

3 - Aumento de capacidade instalada sem o devido preparo em capital - como resultado uma empresa grande em estrutura e margens menores devido à pressão de maior produção.

4 - Lucratividade é baseada nas teorias de custos de falência e de agência. A primeira sustenta que o risco de insolvência para empresas mais lucrativas é menor. A última diz que lucros maiores provocam maiores conflitos entre acionistas e gerentes,  que para serem amenizados, fazem os gerentes tomarem mais dívidas. Portanto, ela tem como consequência a relação positiva entre lucratividade e endividamento.

5 - Garantias das operações.  Espera-se que ativos tangíveis possam ser usados como garantia para empréstimos, diminuindo os custos de falência, e portanto, elevando o poder de endividamento, o que está de acordo com a trade-off, porém a ausência dessas garantias levam a performance de duplicatas, o que pela característica força a manutenção do faturamento e pressão pelo crescimento resultado em aumento constante de endividamento.

6 - Prazo das operações com ativos tangíveis tendem a possuir prazos maiores, porém a ausência de performance pode levar a empresa a gestão de arrolamento de dívida, migrando para uma operação não operacional, e em consequência prazos menores e ciclo vicioso de aumento % de endividamento sobre faturamento.

7 - Volatilidade dos resultados operacionais em Empresas mais sólidas e diversificadas devem ter uma menor volatilidade nos seus fluxos de caixa, portanto, menor chance de crise. Empresas mais voláteis tomam mais dívidas de Curto Prazo, indicando maior instabilidade e risco de crise.

8 - Outras determinantes - No brasil temos riscos que extrapolam nossa competência de gestão e passam a ser determinantes para sobrevivência do negócio, são eles: gestão fiscal, trabalhista e cível. A combinação desses itens pode levar a empresa a um cenário de crise.
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